Owari no Seraph: Ichinose Guren, 16-sai no Catastrophe volume 1 capítulo 3

Yo! Dei uma arrumada, meio tarde, na parte de “Outros Tradutores”, já que aparentemente alguns foram para Novel Mania e eu não tinha percebido…

Traduzido por Kote. [PDF]


Capítulo 3

A Representante do Primeiro Ano

Todos os estudantes estavam reunidos no auditório.

No total, havia 1100 pessoas.

600 deles do primeiro ano.

340 do segundo ano.

160 do terceiro ano.

Assim estavam compostos.

A razão do porque havia muito poucos estudantes neste ano escolar, era porque, em cada período, os alunos devem passar por várias provas de seleção em técnicas de feitiçaria, e com base nos resultados, suas habilidades serão avaliadas e classificadas, e se essas capacidades eram consideradas fracas para esta escola, eles seriam forçados a sair.

E por isso, quando o primeiro ano terminava, cerca de metade dos alunos eram reprovados.

Por esta razão, à medida que o ano letivo passava, o número de estudantes diminuía.

Claro, os alunos estudariam com frenesi, e também treinariam. Técnicas de combate raras, técnicas de feitiçaria; se alguém não dominar essas duas áreas, não seria capaz de sobreviver nesta escola.

—Mas não importa, estou isento disso, eu acho.

Guren murmurou enquanto observava o auditório que estava lotado de estudantes.

A propósito, Guren tinha tomado algum tipo de exame de admissão para a Secundária Shibuya.

Além de matemática comum e os exames de história, também tinha uma prova técnica de feitiçaria, e conhecimento de feitiços.

E ele executou todas com cuidado. Ou melhor, como o nível das perguntas era tal que parecia que responderia corretamente mesmo se não prestasse atenção, ele tinha que fazer o meu melhor para pensar em respostas erradas enquanto apresentava as provas. E o resultado deve ser uma pontuação muito baixa para ser permitido que passasse.

Talvez isso se tornaria em um pensamento maior. Por que esse companheiro tão inútil viria apresentar o exame de admissão à Secundária Shibuya, onde só a elite pode ir? -ele tinha esse pensamento. Mas por alguma razão, Guren estava lá.

Ele acabou sendo aceito em uma escola para a preparação de feiticeiros, onde os crentes de “Mikado no Oni” se matriculavam, e onde mesmo entre aqueles que entraram, apenas as pessoas mais qualificadas seriam aceitas pela escola.

Ou seja, os testes não fazem sentido.

—Isso significa que no final, não importa o quão ruim sejam meus resultados nestes três anos, eu vou ficar aqui e continuar sendo escolhido.

Guren murmurou, mas ao contrário do que murmurava, estava deleitando-se estranhamente enquanto olhava intencionalmente os estudantes que iam se meter com ele de agora em diante.

Os estudantes estavam felizes.

Enquanto espera com otimismo a sua nova vida escolar, havia uma ansiedade da competição que estava prestes a começar, e conversação aumentou.

No palco do auditório, a extensa saudação do diretor estava acabando:

—Vocês são estudantes que foram escolhidos. São as sementes de luz que no futuro poderão se tornar candidatos para estar no alto mando de “Mikado no Oni”. Mantenham esse orgulho em seu coração, e tenham uma vida estudantil divertida…

Tal discurso continuou por mais algum tempo.

Guren olhou o diretor. Nesse momento:

—Oye, Guren Ichinose. Me responda uma pergunta.

Uma voz o chamou de um lado.

Guren se virou na direção da voz.

Ali, uma garota vestida com um uniforme de marinheiro estava de pé. Já que estava ao seu lado, provavelmente pertencia à mesma classe.

Seus olhos tinham a forma de amêndoa e aparentemente parecia ter uma vontade forte, seu cabelo era vermelho. E sua pele clara.

—Estava falando comigo?

Guren respondeu. Com isso, a garota então falou com uma expressão com algo de zombaria.

—Por acaso existe alguém mais que pertence à suja Casa Ichinose?

—Suja, eh?

Guren sorriu para essas palavras. Então ele olhou para a garota e disse:

—A propósito, quem é você? De qual grande terra e poderosa você veio? -ao ouvir isso, o rosto da garota tornou-se incrédulo, e acariciou seu cabelo vermelho. Então disse:

—Hahaha, como eu pensava, além de serem rudes, os Ichinose são ignorantes. E pensar que você não sabe quem eu sou ao ver este cabelo.

A propósito, Guren já podia mais ou menos adivinhar quem era aquela garota.

Provavelmente era alguém da casa Jyuujō.

Além disso, não deveria haver ninguém entre os aprendizes de feitiçaria que não soubessem sobre o cabelo vermelho.

Tohito Jyuujō.

Ele exorcizou um Oni lendário por conta própria, e o preço pago por isso foi uma maldição. Desde então, seus descendentes nasceram com cabelo vermelho…

Isso era o que estava escrito nos livros de história.

Em outras palavras, quando Guren viu esse cabelo vermelho, por natureza, soube imediatamente que era alguém da Casa Jyuujō – uma das casas mais famosas e antigas, que poderia ser contada apenas com uma mão, servia a Casa Hiiragi; mas, Guren disse:

—Você é tão famosa? Uma idol?

Imediatamente, a garota de cabelo vermelho olhou para ele com evidente desgosto. Então falou:

—… É surpreendente que alguém com este nível de conhecimento possa vir a esta escola, não?

Sorrindo, Guren disse:

—O que aconteceu é que a sorte estava completamente ao meu lado.

—Obviamente, para os nossos exames não estávamos usando folhas de máquina marcadas. Bem, de qualquer maneira, você provavelmente foi aceito de forma incondicional para que assim o candidato sucessor a próximo chefe da Casa Ichinose pudesse aprender aqui.

Depois de dizer isso, ela ficou olhando para ele com olhos zombeteiros.

Guren então perguntou:

—E? O que é que uma possível candidata a idol com excesso de confiança em si mesma quer de mim?

—Quem é uma aspirante a idol?!

Seus olhos com forma de amêndoa se arregalaram ainda mais. Mesmo com isso, o fato de que seu rosto não cedeu talvez fosse porque ela era linda.

—Ah, realmente você é barulhenta. Bem, diga-me, quem diabos é você?

Então ela colocou uma expressão que parecia dizer: é o momento de ouvir o meu nome, e disse;

—Meu nome é Mito Jyuujō. Da grande Casa Jyuujō.

Ela sorriu com tanta arrogância que parecia dizer que não havia ninguém que não se prostraria ante ela depois de ouvir isso. Então Guren disse:

—Eh.

—O quê? O medo te possuiu?

—Hn~

—Ghrm, pode se prostrar e pedir desculpas, sabe? Bem, mesmo se um Ichinose ignorante se prostra diante de mim, não é como se fosse algo que me deixaria feliz.

—Bem, você sabe.

—Agora o que? Você está realmente feliz por me ter falando com você?

Nisso, Guren disse:

—Ainda não sei nada sobre os Jyuujō.

—Eu vejo. Então, você está feliz, eh? Bom, está bem. Eu perdoo sua ignorância de antes… eu vou… oye, espere um minuto. O que você disse?

—Assim como você ouviu, eu não sei nada sobre os Jyuujō.

—Oye!! Você está brincando comigo?! É Jyuujō, sabe?! Descendente daquele  Jyuujō que selou o “Shiki no Kaede”, sabe?

—Não tenho nem ideia.

—Nnnn….

Seu rosto parecia tentar a gritar algo, mas as palavras não saíam.

Em seguida, sacudiu a cabeça com agitação.

—Não, Mito, não se irrite. Ele simplesmente é um rato inferior dos Ichinose… você já deveria saber que ele não tem nenhuma forma de inteligência humana, certo? Se você ficar brava com algo tão pequeno, você vai estragar o sobrenome de sua família. Então, acalme-se.

A garota de cabelo vermelho deu um pequeno tapa em seu pequeno peito, e respirou, e exalou profundamente enquanto dizia isso.

O que há de errado com ela? –pensou Guren enquanto observava, em seguida, olhou em volta novamente. E pensou.

Este lugar é provavelmente cheio de pessoas como ela.

Pelo menos, os únicos que podiam vir aqui eram esses que desde jovens tem acumulado treinamentos rigorosos em feitiçaria ao longo dos anos. Além disso, este lugar provavelmente está cheio de pessoas que estão ligadas a uma sociedade hierárquica baseada em linhagens. E, nesse caso, a maioria deles provavelmente não eram sociáveis.

—Bem, se seguimos falando de sociabilidade, eu não deveria ser o único com quem você deveria falar.

Ele sorriu suavemente. Logo, Miro disse com raiva.

—Do que você está rindo?!

—Ah? Não, nada, realmente.

—Bem bem. Eu não acho que tenha necessidade de seguir me apresentando para um ignorante como você.

—Entendo. Bem, só sei que você quer se tornar uma idol

—Não é assim, eu já disse!

Mito gritou.

Já nesse momento, seu grito foi tão alto que ecoou dentro do auditório. E com isso, as palavras do diretor cessaram. Fazendo que todos os olhares se centrassem sobre ela.

O rosto de Mito ficou tenso, como se dissesse: oh, não, eu exagerei e fiz isso, e seu rosto assumiu uma cor vermelho escarlate que não era menor do que a cor de seu cabelo.

—A-ah, ehrm, peço desculpas. Por favor, continue –disse quase inaudível.

E com isso, o diretor retomou o seu discurso. Os outros estudantes também se viraram imediatamente. Provavelmente porque eles conheciam a linhagem da cor de seu cabelo. Isso mostrou quão famosa e poderosa era a Casa Jyuujō.

Mito parecia estar tremendo de dor.

Para consolá-la, Guren disse:

—Haha, é ótimo, não? Em um instante, você chamou a atenção de todos… como uma idol.

—Vou te matar, sabe?

Guren foi atingido nas costas. A força do golpe não foi grande. Bem, isso era esperado de um corpo tão magro como o dela. Em outras palavras, era provavelmente do tipo que usa feitiçaria para dar a seu corpo habilidades de batalha. Já que nos livros de história estava escrito que os Jyuujō eram pessoas que esmagavam os Oni apenas com força bruta.

Assim de famosa era a Casa Jyuujō como casa militante. Seus membros eram frequentemente empregados em posições de assassinos e guarda-costas. Provavelmente, ela também era alguém que tinha uma quantidade considerável de habilidade.

Por isso foi que Guren a olhou com olhos medidores, e pensou:

Agora, eu tenho a capacidade de mata-la?

Mas não desvaneceu seus pensamentos. Guren baixou a vista para Mito, que o havia golpeado e perguntou:

—E?

—O quê?

—Foi você que começou a falar comigo, não? O que é que você quer? Você está flertando comigo?

—Flertando… claro que não!

Sua voz ecoou novamente ao ponto de se tornar fortemente audível, e rapidamente a diminuiu. Parecia que era o tipo de pessoa que se emociona facilmente.

Logo Mito disse:

—O que eu quero perguntar é sobre Hiiragi Shinya-sama.

—Hm.

—Mais cedo eu vi você ter uma conversa com ele, de que diabos vocês estavam falando? -perguntou. E com isso, Guren já sabia mais ou menos que era o que ela queria perguntar.

A Casa Jyuujō frequentemente servia a Casa Hiiragi como seus guarda-costas. E assim, observava-se que ela queria ter uma ideia da situação em que Shinya Hiiragi estava falando sem reservas com alguém da Casa Ichinose.

Portanto, Guren respondeu:

—Não era nada importante.

—Você está mentindo. Eu os vi falar de uma forma muito amigável.

—Então você estava prestando atenção suficiente, eh?

—Que seja, apenas cuspa tudo. Por que diabos Shinya-sama estava falando com você?

Irritado com a sua pergunta insistente, Guren disse:

—Quero dizer, não vai ter nada de bom, mesmo se você escutar. Você realmente quer ouvir?

—Diga-me.

—Ah~ , bem, os garotos da nossa idade só podem gostar de uma coisa.

—Que coisa seria essa?

—As garotas.

—Eh?

—Como aquelas bonitas que estão na classe. E, Shinya disse que você era bonita, sabe? Ele disse que pretende convidar você para sair hoje à noite.

—Huh? Eh…?!

Com um piscar de olhos, a expressão de Mito mudou. Seu rosto estava vermelho como uma beterraba.

—Eh, eh, i-i-i-isso é uma mentira, certo? Eu não posso, fazer isso… Shinya-sama já tem Mahiru-sama… -disse apressadamente.

Parecia que a relação entre Shinya e Mahiru era algo reconhecido, e não havia nenhum problema com isso se tornar público.

Se é assim, por que eu não sei sobre isso? -essa questão surgiu na cabeça Guren.

Mito poderia dizer isso de tal forma, então também seria algo que a Casa Ichinose deveria saber, nesse caso, por que ele não tinha ouvido falar disso?

—… é meu pai, eh?

Guren murmurou com uma expressão um pouco preocupada. Seu pai provavelmente transferiu a operação para impedi-lo de ouvir as questões relativas à Mahiru. Se assim for, existia a possibilidade de que os guardas que estavam diretamente sob o mando de Guren, ou seja, Yukimi, Shigure e Sayuri Hanayori, soubessem disso.

Provavelmente também sabiam que hoje daria o discurso como representante do primeiro ano. Sabiam e tinham escondido de seu mestre.

Nisso, Guren sorriu ironicamente para si mesmo.

—Hah, que demônios? Foi apenas uma atração sem sentido de uns pirralhos  de cinco anos de idade, sabe? Parece que ainda mantenho algum tipo de afeto por ela?

Mito continuou, seu olhar ainda nervoso como antes.

—A-além do mais, está proibido que nós, os servos, mantenhamos esse tipo de relacionamento com o povo da Casa Hiiragi. Então, você poderia me ajudar a contar para Shinya-sama que isso poderia trazer problemas para ele?

—…………

—E também, eu amo e respeito muito Mahiru-sama, então você também poderia dizer para Shinya-sama fingir que essa conversa nunca aconteceu…?

—Ah? Você é próxima de Mahiru?

Com isso, a expressão Mito mudou novamente. Seus olhos se tornaram irados:

—Eu não vou deixar um Ichinose dizer o nome de Mahiru-sama tão casualmente!

Sua voz novamente se fez notável.

Guren se corrigiu a fim de acalmá-la.

—Ah~, isso, você é próxima de Mahiru-sama?

Nisso, Mito acenou afirmativamente. Logo começou a falar com orgulho:

—Mahiru-sama é realmente bonita, e ela entraria em contato conosco gentilmente, independentemente da sua posição, ela é como uma deusa.

Deusa – ela também a chamava assim.

Mahiru parecia bastante adorada.

Mito continuou:

—Além disso, ela é excelente tanto “na espada, como na pena”, e até mesmo no exame de admissão para esta instituição, ela foi a melhor em todas as disciplinas. Pera nós que devemos nossa lealdade ao “Mikado no Oni”, ser capaz de servir Mahiru-sama seria uma bênção absoluta.

(NT: pena=caneta)

E assim parecia.

Ser a melhor em todas as disciplinas.

Mahiru tinha concluído o exame de admissão para essa escola como a estudante exemplar.

Em outras palavras, entre os do primeiro ano, a pessoa mais qualificada era Mahiru? -Guren meditou.

E essas palavras voltaram a surgir em sua mente.

Se é assim, eu vou ser capaz de derrotar Mahiru? Eu tenho o poder de esmagar a Casa Hiiragi?

Mas, ao mesmo tempo, outra imagem surgiu em sua cabeça. Não, era melhor dizer que isso surgiu inadvertidamente em sua mente, talvez. O cenário da época em que ele ainda brincava com Mahiru.

A grama verde. Sob céu limpo, sem nuvens.

Sempre ao seu lado, a Mahiru que sempre sorria alegremente, jovialmente, inocentemente. Já passaram dez anos desde então, eh? –pensou Guren.

O tempo voa.

Nesse momento, o diretor disse:

—Foi um longo discurso, mas para mim isso é tudo. E agora, passaremos a mensagem de boas-vindas pela representante do primeiro ano desta temporada. Ela foi decidida por unanimidade. Estamos honrados em dar as boas vindas a esta escola para a filha da prestigiada Casa Hiiragi – e agora, Hiiragi Mahiru-sama – deixo tudo para você.

Ao dizer isto, o diretor fez uma reverência. Em seguida, desde uma extremidade do palco, uma garota apareceu.

Com um belo e longo cabelo cinza, e uns olhos firmes e dignos. Embora a melhor maneira de descrever o rosto era com o termo frio, ela não parecia fria em absoluto. Amável, graciosa, tal como era quando criança, ainda mantendo a mesma aparência inocente, assim parecia. Era de entender por que outros queriam chamá-la de deusa.

—………..

O auditório lotado de pessoas voltou a ficar em silêncio de forma atípica, era difícil imaginar que ali se encontravam mais de mil pessoas.

A atenção de todos se voltou para Mahiru.

Claro, só o sobrenome Hiiragi faria isso. O poder de silenciar todos os que se encontram ali.

Mas agora, isso não era a única coisa acontecendo.

Parecia que os estudantes tivessem ficado imóveis, atacados por algum tipo de luz brilhante que estava dentro de Mahiru.

A garota subiu ao palco.

Ela olhou intensamente os estudantes, os cumprimentou ligeiramente, e sorriu gentilmente.

—Obrigada pela apresentação. Meu nome Mahiru Hiiragi. Hoje, me foi dada a tarefa de saudar a todos como a representante do primeiro ano. Prazer em conhecê-los -era uma voz clara como o cristal.

Com apenas sua voz, ela parecia ter colocado o público sob um feitiço mágico.

Além de Guren, Mito tinha um rosto enfeitiçado. Algumas mensagens mais tarde, Hiiragi Shinya voltou a vê-lo.

Claro, Mahiru não voltou os olhos para Guren. No fim, se poderia dizer que era difícil encontra-lo com tanta gente reunida.

06

Ou talvez…

—Ela não está interessada no pobre e inferior feito de um rato Ichinose, eh?

Como se ela estivesse cantando suavemente, Mahiru continuou acenando. Olhando para ela, Guren pensou.

A distância entre nós não mudou muito desde os velhos tempos.

Entre Deus e o rato rastejando-se pelo chão.

Guren sorriu ante esse pensamento, e então:

—Haha.

Escondido de todos, cerrou seus punhos.

De noite. 19:30.

Tendo ouvido a declaração sobre o programa escolar que terá lugar a partir de hoje, eles tiveram que realizar vários testes relacionados com feitiçaria apesar do fato de que a cerimônia de boas-vindas tinha terminado, e só depois de terminar os testes, Guren e seus seguidores poderiam ir para casa.

A residência de Guren era a unidade de um condomínio alto que estava a 15 minutos a pé da escola.

Era uma bela e enorme unidade 5LDK que a Casa Ichinose tinha alugado para que Guren assistisse à Secundária Shibuya.

(NT: 5LDK)

Além disso, a fim de impedir que os inimigos vagassem por ali, eles alugaram todas as unidades dos pisos superiores e inferiores. O total de unidades em cada andar deveria ter sido cerca de 14 no máximo, mas:

—E por que é que ambas estão na mesma habitação que eu?

Sentado de pernas cruzadas no sofá da sala de estar, e com um rosto sério, Guren se dirigiu para as duas garotas na frente dele.

Se tratava de suas guardas, Yukimi Shigure e Hanayori Sayuri.

O plano inicial era tê-las nas unidades laterais a de Guren, mas agora, ambas carregando suas mochilas nas costas, se mudaram para esta habitação.

A que respondeu à pergunta de Guren, foi Shigure.

—… é como se espera, nós somos as criadas, e como tal, não devemos nos afastar do lado de nosso mestre, independentemente das circunstâncias…

—Estão no caminho.

—Uwuh…

Depois disso, Sayuri falou:

—M-mas, depois de tudo, esta é uma unidade 5LDK, e nós, suas criadas agiremos em silêncio estaremos fora do seu caminho, e viveremos nossas vidas em paz…

—Parece que não vocês não têm antecedentes de ter feito isso antes.

—Auh…

—Chega, vão embora. Eu odeio todo esse alvoroço.

—Mas.

—Sem “mas”. Apenas deem o fora.

Dando esta ordem, Guren apontou para a saída. Logo, as criadas assentiram, mas antes Shigure falou:

—… bem, Sayuri. Fingiremos que ouvimos Guren-samam e vamos, e durante noite, voltaremos.

Logo, Sayuri aplaudiu.

—Isso é o que aprende de Yuki-san, você é tão pequ…

—São como o diabo!

Guren rosnou. Então suspirou e disse:

—Embora são minhas criadas, nem sequer rdcutam o que eu digo.

Nisso, Shigure protestou:

—Mas a nossa maior prioridade é a sua segurança, Guren-sama.

—É verdade. Nós já estamos preparadas para dar a nossa vida pelo seu bem, Guren-sama -assentiu Sayuri também.

Nenhuma das duas parecia ter intenção de sair, e Guren cruzou os braços, ele estava irritado. Então pensou na agonia que seria experimentada por viver por três anos com as duas garotas sob o mesmo teto.

Os três eram adolescentes. O que significava que era provável que entre si, se mostrasse uma quantidade incomum de consideração. Isso seria terrivelmente problemático. Claramente problemático. Por essa razão, ele falou:

—Ouçam, vocês duas realmente compreendem o significado de viver ao meu lado na mesma unidade?

Sayuri, inclinando a cabeça para um lado, disse:

—Você diz, o significado de viver juntos?

—Sim.

—O que é isso?

Guren, apontando para uma caixa de papelão no canto da sala, esperando para ser desempacotada, respondeu:

—Sabem o que está dentro dessa caixa?

Sayuri virou-se para a caixa, em seguida, perguntou:

—O que tem dentro?

—Revistas pornográficas.

—Eh……!!

O rosto de Sayuri endureceu instantaneamente. A propósito, essa caixa não continha revistas pornográficas, mas isso realmente não importa agora.

Guren sorriu e continuou:

—Em outras palavras, isso significa que quando você vive sob o mesmo teto que um cara, você precisa suportar essas coisas, sabe? Bem, agora que vocês sabem, ainda seguirão dizendo que querem viver aqui?

—… e-erhm…

—Muito bem. Agora que sabem que é impossível vivermos juntos, saiam de uma vez da minha habit…

Mas, Sayuri o cortou no ato. Por alguma razão, seu rosto estava tão vermelho, e seus olhos estavam fechados com força:

—E-está bem… j-já ouvi dessas coisas da boca do meu pai.

—Eh?

—I-i-isso é parte do m-m-meu trabalho, se p-p-precisa de u-uma n-n-noite…

—Que tipo de coisas estúpidas seu pai esteve dizendo?!

Guren gritou, mas Sayuri não parou.

—A-a-além do mais, se é para o seu bem, Guren-sama, e-e-eu farei… por isso, não precisa usar essas revistas de pornográf…

—Apenas deem o fora da minha habitação, idiotas!

Em resposta às palavras de Guren, Shigure, que estava do lado de Sayuri, apenas disse calmamente:

—Oye, Sayuri.

—Sim.

—Não se preocupe. Não tem nenhuma revista pornográfica nessa casa. Apenas livros de investigação de feitiçaria.

—Eh?

—Não há nenhuma maneira que nosso mestre leia essas revistas pornográficas de classe baixa, certo? Guren-sama é alguém que está muito ocupado com seu treinamento intenso, que nem sequer tem tempo para essas coisas.

Ao ouvir essas palavras, o rosto de Sayuri se iluminou imediatamente.

—É-é verdade! Como era esperado de Guren-sama!

—…………

—Mas se você tem essas necessidades, me avise com antecedência. A-afinal de contas, eu preciso de algum tempo para me preparar mentalmente.

—………..

Depois disso, Shigure falou:

—Bem, eu vou começar a limpar a habitação. Sayuri, você…

—Sim, vou preparar o jantar. Guren-sama, o que você quer comer?

Embora nada foi resolvido, ambas começaram a agir como se a conversa tivesse acabado.

Embora se sentia exasperado com suas duas criadas que só sabiam como se rebelar contra ele…

—… curry.

… apenas respondeu.

—Tudo bem! -Sayuri respondeu alegremente, e com isso, ambas, que já tinham decidido viver nessa unidade, começaram a mover-se com energia.

—….. huuuh.

Guren, cansadamente, soltou um suspiro profundo.

Ainda sentado no sofá, pegou seu celular para ligar para casa. Depois de alguns tons, a outra parte pegou o telefone.

Guren, eh?

Do outro lado da linha telefônica, estava o homem que era o chefe da Casa Ichinose.

Em outras palavras, o pai de Guren.

Guren respondeu a seu pai.

—Sim, sou eu.

Como estão as coisas por aí?

—Minhas criadas não me escutam.

Haha, eu dei ordens para que não escutassem.

—Não fique dando ordens desnecessárias.

Então, como está a escola?

Ao ouvir a pergunta de seu pai, Guren se lembrou do que tinha acontecido no dia. O refrigerante que foi jogado cedo na manhã enquanto se dirigia para a escola, e sobre Hiiragi Shinya.

E também sobre Mahiru na escola. Sobre a forma como ele pensou sobre as chances de que seu pai houvesse escondido o status de comprometida de Mahiru.

Ou seja, se lembrou de todas essas coisas.

—Nada em especial.

Eu vejo. Nada de especial, eh?

—Sim.

Bem, ao contrário de mim, você é forte.

—Você é mais forte, pai. Eu sou apenas amargurado.

Haha… entendo. Mas, se chegar o momento em você precise de ajuda…

Mas, Guren o interrompeu dizendo:

—Não tem problema. Se eu não puder superar algo, eu não poderia me chamar de o próximo chefe da Casa Ichinose, certo?

Ah, isso… como seu pai, eu gostaria de ajudar, mas você provou ser um filho que superou o seu pai.

—Não tem como isso acontecer. De qualquer forma, como estão as coisas por aí?

Como sempre. Não se preocupe.

—Eu vejo. Bom, está bem. Vou desligar.

Muito bem. Eh, Guren.

—Hm?

Cuide-se -disse seu pai. Guren assentiu.

—Está bem. Nos vemos.

Sim.

Com isso, a chamada terminou. Ao ver que tinha terminado a chamada, Shigure perguntou:

—Guren-sama.

—Hm?

—Você tem alguma coisa que deseja desempacotar primeiro?

Guren se virou para Shigure e disse:

—Não, deixe minhas coisas. Vá e desempacote as suas.

—Mas.

—Ahh, então desempacote a bagagem na habitação ao lado da entrada. Eles  contêm ferramentas de feitiçaria.

—Entendido.

Shigure fez uma reverencia e com seus pequenos passos rápidos, ela foi para a habitação ao lado da entrada.

Guren olhou intencionalmente as costas dessa pequena, então chamou Sayuri, que estava na cozinha.

—Oye, Sayuri.

—Sim, o que houve?

—Quanto tempo para o jantar ficar pronto?

—Eh, se não tiver nenhum inconveniente com que não se cozinhe, levará cerca de uma hora…

—Entendo. Uma hora, eh?

—Você quer mais rápido?

—Não, cozinhe em fogo baixo. Vou tirar um cochilo na unidade vizinha.

Ao dizer isto, Guren se levantou e pegou a sua enorme bolsa preta que estava em um canto da sala de estar. Nesta bolsa havia uma famosa espada japonesa.

A Casa Ichinose era, acima de tudo, uma casa que tinha se desenvolvido como uma combinação de habilidades de espada com o uso de feitiçaria, e quando se tratava apenas de usar a espada, a Casa Hiiragi não ganharia deles.

Por isso, se Guren não usava essa katana, ele não poderia usar toda a sua força, mas ele não tinha a intenção de desembainhar a arma na escola. Simplesmente planejava se graduar sem mostrar seu verdadeiro potencial – isto é, sem mostrar a evolução da feitiçaria Ichinose aos Hiiragi.

Ainda assim, precisava treinar.

Por essa razão, pegou a bolsa, que foi projetada para ser carregada no ombro, onde estava a espada. Logo, extinguiu a sua presença de tal forma que nem Sayuri ou Shigure notaram seus movimentos.

—………..

Com isso, saiu da unidade.

Estava indo ao andar superior.

A Casa Ichinose deve ter modificado completamente uma unidade no andar superior para lhe dar uma sala de treinamento. Talvez estava indo para essa unidade.

Avançou para o elevador principal e apertou o botão do mesmo.

Neste condomínio havia duas camadas de bloqueio automático: somente um residente do lugar ou alguém com acesso outorgado pelo residente poderia usar o elevador e só poderia sair dele quando chegasse ao andar ao qual tinha permissão, mas ainda assim, alguém estava no elevador que tinha chegado.

A propósito, este condomínio tinha 27 andares.

E justo agora, Guren estava no vigésimo quinto andar. Além disso, o andar número 26 estava completamente alugado pela Casa Ichinose, e o 27 pertencia ao proprietário do condomínio e a sua família.

E agora, no elevador, havia um homem. Ele usava um terno preto, e tinha cerca de vinte anos.

A única pessoa que poderia ter subido a esse andar deveria ter sido as pessoas da Casa Ichinose, ou a família do proprietário que vivia no andar 27.

Guren olhou para o homem. Este sorriu, fez uma reverencia e perguntou:

—Boa noite, você vai subir?

Guren disse enquanto assentia:

—Sim, é assim. Está indo para o andar 27?

Assentindo, o homem sorriu:

—Sim.

—Então, você está com a família do proprietário?

—Correto.

—Bom. Eu vejo. Desejo que possamos nos dar bem ao longo dos próximos três anos.

—Não, não. Nós que somos gratos por ter um inquilino respeitável ficando com a gente -disse.

Guren assentiu e subiu ao elevador. Virou-se. Então olhou para os botões de escolha do andar.

O andar do proprietário, ou seja, o vigésimo sétimo, não estava selecionado. Em vez disso, nenhum dos andares estava.

Ou seja, o destino deste homem era o andar 25, que era onde Guren estava neste momento. Mas ainda assim, este homem mentiu e fingiu ser um membro da família do proprietário, e até mesmo contou uma mentira que Guren poderia ter descoberto no momento que subisse no elevador.

O que significava que este homem era…

—Um assassino, eh?

Guren baixou o corpo, e imediatamente abriu a bolsa que estava carregando, lançou e desembainhou sua katana da bainha. Deve ter sido algo difícil sacar uma katana em um espaço tão pequeno, mas ele já estava acostumado.

A habilidade de usar suas espadas onde quer que estivesse sem importar a circunstância era algo que lhe foi ensinado desde jovem.

O homem também reagiu. Melhor dizendo, parecia estar pronto e esperando o momento. Ele tirou algo do bolso, e soube imediatamente que eram correntes quando viu que sua katana estava chocando contra elas.

As correntes festavam limitadas por vários encantamentos que ele nunca tinha visto antes.

No fim, não eram encantamentos usados pelos Hiiragi.

Os encantamentos baseados pelos Hiiragi eram sofisticadamente desenvolvidos com base em Vajrayana1 e Onmyōdō2, com elementos de várias ciências feiticeiras descobertas ao redor do mundo introduzido neles; e os Ichinose, que tinham a mesma origem, podiam decifrá-las até um certo limite.

1 N.T. Prática budista, cujo objetivo era o desenvolvimento da imunidade ao veneno. Era feito mediante a ingestão do mesmo e era necessário um elevado nível de treinamento e preparação.

2 N.T. Teoria referente aos Cinco Elementos e o Yin e Yang. Era usado nos séculos V e VI como um sistema de adivinhação.

No entanto, o feitiço utilizado pelo homem era notavelmente diferente dos utilizados pela Casa Hiiragi e a Casa Ichinose. Provavelmente estava baseado na feitiçaria da Europa Ocidental. Será Cabala ou algo mais? Parecia que as antigas técnicas de feitiçaria japonesa estavam mescladas, mas… enfim, Guren era capaz de decifrá-lo.

O homem usou suas correntes, as quais tinham alguns encantamentos estranhos atados nelas, para tentar amarrar a katana de Guren.

Guren deu um pontapé para golpear o estômago do homem e assim, evitar que ele pegasse sua katana. Moveu-se ainda mais para tocar com os dedos da sua mão esquerda a manga do seu uniforme escolar. Logo sacou um talismã que estava pendurado ali, e completou os gestos Kuji com seus dedos.

Instantaneamente, o talismã estalou e desapareceu, e ao mesmo tempo, um flash de luz apareceu bem diante dos olhos do homem.

Era bastante diferente do feitiço que Shinya usou essa manhã em Guren. Comparado a esse, o de Guren era mais rápido, calmo, e tinha o poder de aniquilar uma pessoa.

Os olhos do homem se arregalaram. Pequenos fantasmas de luz surgiram e estavam prestes a atravessar esses olhos abertos.

Se o adversário fosse uma pessoa normal, seus olhos teriam sido destroçados, mas Guren não parou de se mover. Ele apontou para o pescoço do homem com sua katana.

—Hahaha, surpreendente… sem piedade alguma.

Enquanto dizia isso, o homem levantou o braço direito. No entanto, Guren não se importou, e continuou balançando sua katana.

Seu balanço era tão forte que não só cortaria o braço do adversário, mas também seu pescoço. Mas um som agudo que parecia o choque de metal com metal surgiu, e a katana se deteve.

Ficou preso no osso do braço do homem. Mas, se esse fosse o braço de um ser humano, deveria ter sido cortado. Não, mesmo se estivesse protegido por uma armadura de ferro, Guren tinha a confiança necessária de poder parti-lo.

Mas a katana parou.

O homem olhou para Guren e sorriu. Seus olhos não foram esmagados.

Nesse momento, a partir da carne do braço que foi cortado, começou a sair uma fumaça preta, e como se possuísse vontade própria, começou a se dirigir para Guren…

—Merda, estou em desvantagem neste lugar tão estreito.

Guren recuou imediatamente, pulou para fora do elevador. Ao mesmo tempo em que saiu, sacou alguns talismãs do bolso e os lançou. Estes se ligaram em cada um dos cantos da entrada do elevador, criando uma barreira.

Uma barreira que podia matar quem a cruzasse.

Com isso, ele guardou sua katana novamente. Colocou o coldre no cinturão de seu quadril e adotou uma pose Iai.

Logo, com um sorriso desenhado no rosto, dirigiu algumas palavras para o homem de terno preto que estava dentro do elevador.

—Agora~ saia. Vou te degolar com o meu próximo movimento.

Mas o homem não saiu. Ele simplesmente sorriu com prazer, e usando seu braço cortado com grande habilidade, apertou o botão 《abrir》 para manter a porta do elevador aberta.

O homem olhou fixamente para Guren e disse:

—Céus, como era de se esperar do candidato a sucessor da Casa Ichinose. Que medo… acreditar que, sem hesitação, pode cortar uma pessoa que acaba de subir no mesmo elevador que você…

Guren olhou fixamente para o braço que seguia expelindo fumaça preta, e respondeu:

—Foda-se, você não é um humano qualquer, certo?

—Haha, que rude.

—Mas você tampouco é um vampiro. Estas criaturas não têm nenhum interesse em seres humanos.

—………

—Nesse caso, você deve ser um assassino enviado por alguém… por acaso te enviaram da Casa Hiiragi?

Então o homem sorriu e abriu as duas mãos.

—Que inteligente…

Mas Guren o interrompeu dizendo:

—Não fode. Os encantamentos das suas correntes não pertencem aos Hiiragi. Além disso, os Hiiragi não enviariam assassinos para o bem de matar pessoas da Casa Ichinose que eles estão sempre ridicularizando. Agora, fale tudo, quem diabos é você?

Depois disso, Guren inclinou seu corpo. Reuniu a força para desembainhar a sua katana em todo seu corpo. Havia encantamentos poderosos imbuídos antecipadamente no coldre, com o fim de invoca-los, Guren continuou enrolando seu dedo anelar e o dedo mindinho uma e outra vez, marcando versos de maldição, que foram concluídas rapidamente. Era uma maldição tão poderosa que pintaria de vermelho a espada que estava guardada. Logo, Guren disse ao homem:

—Se você não me disser a verdade, eu vou te matar, sabe?

Guren olhou para o homem atentamente e disse:

—Ahh, você viu através de mim bem rápido, eh? Eu vejo. Você é mais qualificado do que eu pensava…

Mas em meio a essas palavras, Guren desembainhou a arma.

Melhor dizendo, desde o início, ele não tinha a intenção de falar. Esse companheiro nunca iria dizer a verdade. Quando Guren perguntou se ele era um assassino enviado pela Casa Hiiragi, ele julgou baseando-se em sua mentira, que era inútil conversar com ele.

Por essa razão, ele desembainhou sua espada.

O rosto do homem se transformou rapidamente em surpresa.

Mas foi só por um momento.

A katana chegou da parte inferior direita do torso do homem, cavando-se rapidamente em sua costela. Kiiihn -como quando ele cortou o braço, o som da lâmina da katana rebotando no metal poderia ser ouvido, mas…

—Atravesse-o!

Guren gritou. A espada vermelha tremeu, e com isso cortou para cima. Perfurando através da costela, e saiu pela ponta do ombro esquerdo. Se ele não morresse com isso, então ele era um monstro.

Então.

—Hahaha -o homem olhou para ele e riu.

Realmente era um monstro.

De seu torso cortado, fumaça preta e correntes cobertas com encantamentos que nunca tinha visto antes, saíram voando, tentando pegar Guren. Novamente, Guren tentou sair do elevador.

Mas o braço direito que segurava a katana, foi pego. Olhando fixamente, pensou: Deveria separar a união de seu braço? Mas se o fizesse, sua katana seria afastada dele. Logo, deveria ignorar as correntes mais uma vez e tentar cortá-lo?

No entanto, era a escolha certa continuar lutando contra esse inimigo dentro do estreito elevador enquanto ainda tinha que se adaptar às habilidades de seu oponente, especialmente com essa fumaça preta?

As correntes estavam bem, pois poderia dizer com alguma certeza suas habilidades. Mas não podia dizer que tipo de poder estava nessa fumaça. De qualquer forma, não parecia uma boa ideia respira-la embora fosse um pouco. Isso era porque durante a batalha dentro do elevador, Guren nenhuma vez tinha tomado um respiro.

O homem falou:

—Você é realmente incrível. Você já deveria ter ficado mais lento pelo veneno na fumaça, mas… você esteve contendo a respiração durante nossa luta?

Guren, olhando para seu inimigo, disse:

—Eu não quero elogiar alguém que, depois de receber minha maldição, e tendo o torso cortado, pode continuar dando saltos.

—Hahaha, é incrível, certo?

Mais uma vez, o homem deu uma gargalhada enquanto estendia suas mãos. Ambas as correntes e a fumaça estavam retorcendo-se no meio do ar como se tivessem corpo e vontade própria.

Guren as olhou fixamente e disse:

—Quem diabos é você?

—Quem você acha que eu sou?

—Um monstro.

—Hahaha, apesar do que você está vendo, eu sou um ser humano em todos os aspectos -disse.

Guren franziu a testa ante essas palavras.

—Humano… humano, eh? Isso significa que, através de experimentos humanos, você foi modificado para uma Quimera Adaptado ao Combate, certo?

O homem sorrindo, respondeu:

—Sim. Os Ichinose – as pessoas de “Mikado no Tsuki” também fazem esse tipo de coisas, certo?

Mas Guren sacudiu a cabeça:

—Não sei se os Hiiragi fazem, mas nós não. Em primeiro lugar, mesmo sem experimentos humanos, eu sou mais forte que você, seu bastardo.

—Hahaha, talvez.

—E? Chega de seu show. Quem diabos é você? A qual organização você pertence, e que propósitos você tem para vir aqui?

Talvez porque o homem sentiu responder honestamente, ele manteve as correntes em seu corpo, e até mesmo dissipou a fumaça. Não, ao mesmo tempo, mesmo os cortes do terno se arrumaram. Guren não sabia que tipo de truque estava por trás de tudo isso. Por acaso esse terno era parte de seu corpo ou eram coisas separadas?

Talvez, da próxima vez que ataque, deveria tentar usar um feitiço de fogo e queimar essa fumaça? -esse era um pensamento que Guren considerava.

Nesse momento, o homem disse o seu nome.

—Bem, primeiro deixe-me dizer-lhe o meu nome. Meu nome é Kijima Makoto. Eu estou com a “Igreja Hyakuya”.

—”Igreja Hyakuya”? -Guren murmurou, e estreitou os olhos ao ouvir esse nome.

A “Igreja Hyakuya” era o nome de uma seita consideravelmente grande, da qual podia se dizer que, das sombras, era apoiada por uma divisão secreta do país.

Embora muitas pessoas comuns não tinham conhecimento disso, a “Igreja Hyakuya” era uma organização enorme, que poderia ser dito que, das sombras, contava com o apoio do país, e que tinha muitos políticos recebendo ajuda dela.

Ao longo dos anos, embora o poder nacional mudasse, a “Igreja Hyakuya” e a Casa Hiiragi, que também era uma organização feiticeira em grande escala, se envolvia em batalhas constantemente para determinar quem seria o benfeitor do poder do governo; mas desde a segunda guerra mundial, a “Igreja Hyakuya”, após ter recebido o apoio da América, tornou-se a principal seita neste país.

Existiam rumores de que eles fariam qualquer coisa para ganhar poder e influência: O Assassinato. O Sequestro. A Guerra. E Experiências em Humanos.

As terríveis histórias da forma em que eram tratadas as crianças dos orfanatos administrados pela “Igreja Hyakuya” eram bastante famosas.

Era dito que os pais das crianças com talentos especiais eram assassinados, e essas crianças eram admitidas nos orfanatos e constantemente praticavam terríveis experiências neles.

Talvez este homem também fosse um desses monstros que foram criados em um desses lugares.

—Não me interessa.

—Hahaha, que mentiroso.

—Então, o que diabos você quer hoje? Está tentando provar a minha lealdade?

Deixando Hiiragi Shinya de lado, por que esse cara também está tentando me envolver em ir contra a Casa Hiiragi? Sabe? Esse é apenas o meu primeiro dia de escola.

Guren, com um sorriso torto, disse. Logo, Kijima falou.

—Já estudei seu passado.

—Oye, não faça isso sem permissão.

—Você sente uma enorme raiva em relação a sua situação atual.

—Argh. E?

—Não quero ofender, mas só com o seu poder, você não tem esperança de esmagar a Casa Hiiragi.

—Oye? E o que?

—Mas, com a gente…

Guren interrompeu.

—Não me interessa. Além disso, mesmo se me interessasse, não me uniria a vocês.

Kijima olhou Guren fixamente e disse:

—Por quê?

Guren sorrindo, respondeu:

—Porque desde um tempo atrás, sempre gostei do primeiro prêmio. Mas se eu me unisse, vocês serão quem tomarão o primeiro lugar, certo?

—……….

—E assim, da próxima vez, a “Igreja Hyakuya” ridicularizará os Ichinose, certo? Não fode. Terminamos aqui, agora desapareça.

—……….

—Ou eu deveria te matar e apagar a sua existência?

Com isso, Guren novamente segurou a espada que estava no coldre.

Kijima sorriu:

—Você não pode…

—Eu posso vencer. E se eu realmente tentar te matar, eu não irei tão fácil da próxima vez.

—…………

—Eu vou matar qualquer um que tenha visto o meu verdadeiro poder. Mas eu vou esperar apenas cinco segundos. Dê o fora. Vá e diga a seus superiores que os Ichinose não mudam de lado. Vou começar a contar. Cinco…

—………

—Quatro…….

Nesse momento, ele fortaleceu o aperto no cabo de sua katana.

Com sua consciência, tocou a parte selada de Kujakumaru – uma katana que podia emitir e elevar uma aura amaldiçoada de cor vermelha que era causada pela feitiçaria.

—Três….

Nesse momento, a atitude anterior de Kijima desapareceu de seu rosto.

—Ah, merda, que diabos? Você está completamente diferente de antes… você não está brincando, eh? Bem, bem. Estou dando o fora daqui…

—Dois……

—……

Kijima deu de ombros, e apertou o botão “fechar” do elevador. As portas começaram a fechar, mas antes de fechar completamente, ele disse:

—Mas, eu asseguro que você não vai se arrepender se juntar a nós…

—Um.

Mas, nesse momento, o elevador começou a subir. Kijima já tinha desaparecido.

Guren olhou fixamente o elevador e…

—… ha. A “Igreja Hyakuya”, eh? Por acaso a guerra está próxima?

Guren disse com um pequeno suspiro enquanto sua mão soltava sua katana.

E se isso vier a acontecer, a oportunidade de acabar com os Hiiragi poderia aparecer –pensou.

Isso mostrava o quão grande era a “Igreja Hyakuya.” Dizia-se que seu poder tinha até mesmo se espalhado para outros países. Se essa tal “Igreja Hyakuya” e o “Mikado no Oni” colidissem, durante a confusão, a possibilidade de que o “Mikado no Tsuki” clamasse supremacia, poderia…

Nesse momento, uma voz soou da entrada.

—Guren-sama! Guren-sama!

Era a voz de Sayuri, que, por alguma razão, estava estranha e completamente nervosa. Os sons de seus passos correndo podiam ser ouvidos, e em pouco tempo encontrou Guren.

—Ah, aqui está! Guren-sama! Veja que é um problema se você vai assim desse jeito sem nos dizer!

—Ah~ não, eu estava prestes a ir para a sala de treinamento…

Então, atrás de Sayuri, Shigure falou:

—Nós ainda não terminamos de limpar a sala de treinamento. Terminaremos amanhã, então, por favor, descanse por hoje.

—Hm. Bem, você está certa. Já estou um pouco cansado por hoje. Como está o curry?

Ao ouvir a pergunta, um olhar de assombro de repente apareceu no rosto de Sayuri.

—Ah, deixei o fogão aceso! -e foi assim como saiu correndo de volta para a habitação.

Shigure se virou e olhou para ela, logo, virou-se e olhou para Guren, e a katana em sua cintura, e disse:

—Você desembainhou a sua katana aqui?

—Hm? Ah~ sim. Esta área de espera do elevador é bastante espaçosa.

—Bem, então deveria preparar este espaço para treinar até amanhã? É bastante problemático ter que subir toda vez.

—Ah, isso seria ótimo. Faça isso, por favor.

Guren envolveu a katana com a bolsa que estava no chão, e começou a andar. Logo Shigure disse:

—Guren-sama.

—Hm?

—Aconteceu alguma coisa?

Guren se virou, sorriu para Shigure, que de alguma forma parecia preocupada, e respondeu:

—Nada, é o de sempre.

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