Ocasos. capítulo 4 – parte 1

Traduzido e revisado por Kote.


 

4

Era uma casa imensa, ou isso foi o primeiro que pensei ao ver que no corredor que tinha saído tinha outras cinco portas e havia uma escada que dava em um andar em baixo.

Baixei as escadas tranquilamente, tinham me deixado só no banheiro, para que tomasse uma ducha e tinham me deixado roupa limpa, era esportiva bastante confortável, a pulseira não pude tirar, mas não parecia ter problema com a água. Terminei de descer a escada e em frente de mim estava a porta principal, me aproximei pela pequena janela que tinha no lado e pude ver um rua deserta, tinha outra casa em frente mas parecia abandonada. Pensei em que talvez deveria fugir nesse mesmo instante, fugir e tentar voltar pra casa, avisar a polícia ou algo pelo estilo… mas por outro lado não me sentia insegura nessa casa… e mais, me sentia tranquila, e precisava de respostas sobre tudo que estava acontecendo. Me dirigi para direita e me aproximei a porta que tinha, uma sala, não tinha TV e sim uma lareira, me lembrava algo antigo mas também parecia bastante atual, embora parecia acolhedor, não era o que buscava nesse momento.

Dei meia volta e me dirigi ao outro lado, dava em um corredor, a primeira porta estava ligeiramente aberta e dava a entender que era um banheiro, segui pelo corredor, ao fundo se ouvia ruídos e fui sem pensar para lá. Abri a porta e o primeiro que pude ver foi a garota de cabelo longo sentada em cima de Peter enquanto flertavam descaradamente, para mim foi muito violento e afastei o olhar.

“E você, Nora?” olhei para quem tinha me falado… era Peter também, então lembrei que no telhado também tinha visto dois caras iguais, olhei o primeiro e logo o segundo, na realidade não eram tão iguais.

“Sim” assenti brevemente.

“Deixe-me ver” deixou na mesa uma bandeja que levava e se aproximou a mim para pegar o pulso com a pulseira e começou a acariciar de novo “Perfeito, parece que cicatrizou bem”

“Talvez deva esperar um pouco mais” a garota do cabelo longo se levantou e se aproximou a nós “Bom, não, você tem razão, da processo completado… Nora” me sorriu “Agora não se assuste ao ver o que vai ver quanto tirar a pulseira, ok?” assenti nervosamente, me dava um pouco de medo do que pudesse passar nesse momento sobretudo se fazia menos de uma hora, uma pulseira perfurava meu braço sem sentido “Bem, Peter, procure não se mover muito” ao dizer isso me assustei definitivamente.

A garota de cabelo longo acariciou um par de vezes e a pulseira se abriu sozinha, se separou lentamente de onde tinha me feito um buraco e pude observar como por essa parte, a pulseira agora tinha uma espécie de ponta aguda, que acho que seria o que havia me perfurado anteriormente.

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