Ocasos. capítulo 2

2

Tudo estava escuro, não podia ver nada embora tinha os olhos bem abertos. Seguia fazendo frio, o nariz descoberto mas não podia cobri-lo porque tinha as mãos amarradas nas costas.

Estava andando, algém me pegava pelo pescoço firmemente e me guiava nessa terrível escuridão. senti medo, estava convencida de que ia morrer, de que iam me matar.

“Onde estão me levando?” até esse momento havia permanecido em silêncio, minha língua estava paralisada pelo medo, mas ao final me atrevi a perguntar e sussurei essas quatro palavras.

Ninguém respondeu, seguiamos andando em silêncio na escuridão, duranto horas que me pareceram dias e que talvez só haviam sido minutos, até que paramos de repente seguia sem ver nada, porque paramos? O que me levava disse algo e outra voz respondeu embora não entendi nada, instantes depois uma forte luz me cegou, fechei os olhos instintivamente mas a pressão que sentia em minha nuca me empurrou para que seguisse andando e quando meus olhos se adaptaram a nova situação em que nos encontrávamos, não demorei a dar conta de que estávamos no alto de um edifício, embora não sei qual exatamente. Girei cabeça até o que havia me trazido todo este tempo, no era o homem que havia me parado na rua, como suspeitava, era maior e mais forte. Seu olhar parecia vazio de qualquer sentimento e vida, como se fosse uma máquina. Me arrepiei ao examinar com mais atenção o rosto do meu possível executor, porque estava convencida de que ia morrer nesse mesmo dia, não sabia por que, mas ia morrer, seus olhos eram de uma cor púrpura que nunca havia visto, esse detalhe o desumanisava ainda mais.

“Fez alguma coisa?”

De repente tinha uma mulher que me olhava atentamente, nçao havia visto chegar, tinha aparecido do nada o homem que seguia agarrandome com força negou com a cabeça ante sua primeira pergunta.

“Por que?”

Me olhou curiosamente.

“Não sabe o que está acontecendo?”

Tinha muito medo para responder, mas me dava a impressão de que meu rosto já respondia por mim.

“Olhe ela…está apavorada”

Riu com certo tom perverso,  não me faltou mais para ter muito mais medo agora.

Nível A” disse uma voz robótica que saia do bolso do homem.

Definitivamente, não entendia nada do que ocorria,  estavam me sequestrando um bando de lunáticos, se pensassem que minha família era rica e assim les pagariam muito pelo resgate, então tinha me confundido definitivamente com alguma outra. A estranha mulher me olhava com um sorriso frio e arcaico, igual que o que me prendia, ela não parecia muito humana.

“Não irá leva-la a nehum lugar!” Alguém gritou as nossas costas, uma mulher, quis me girar mas nçao podia porque o homem seguia me agarrando com força.

Nível A plus” disse a máquina.

“Você não tem coisas melhores pra fazer?” disse a mulher que momentos atrás havia me falado enquanto passava por meu lado e se dirigia supostamente a voz que tinha interrompido.

Alguém apareceu de repente diante de nós e apontou com o dedo a cabeça do homem que seguia me segurando…olhei perplexa ao sujeito, pensava que apontando-o ia me soltar? Porque o homem, que era o dobro do tamanho, não parecia ter a intenção de faze-lo, a situação a cada instante era cada vez mais surreal.

Nível A plus” disse então um aparato que levava no bolso.

“Merda” resmungou o homem que por fim se pronunciava.

“Solte-a” disse lentamente o que parecia meu salvador, salvador sobre muitas dúvidas porque não me ocorria nenhuma forma de que pudesse me livrar desse armário que se mantinha imóvel. Fazia um sorriso que de certo modo me lembrava a que me havia dedicado a mulher e que me deixava bastante assustada, seus olhos eram esverdeados e a diferença dos do que me prendia, pareciam astar cheios de emoção.

“Eh…” outro homem apareceu então atrás do que apontava com o dedo ao que me segurava “Não seja impertinente, jovem”

Nível B” disse a máquina.

“Eu gosto desse aparato” disse então o homem “Não tenho que pensar os níveis”

Não entendia nem o que significava as palavras da máquina nem o que falava essa gente.

Então o terceiro homem caiu no chão de repente, como se houvesse desmaiado. O olhei assustada, se é que podia estar mais, antes de voltar a vista ao meu sequestrador, que agora olhava friamente ao corpo reclinado do que supus que seria seu companheiro.

“Você é?” perguntou o que me agarrava “B também? Não…não deixaria um B com alguém como ela” me olhou de lado sem tirar esse sorriso perturbador  “Embora não pareça muito timprudente, esperava que fosse um pouco mais dura”

Por um instante consegui que o medo desaparecesse e lhe olhei com resignação. Não tinha nem idéia de quem era esse cara nem do que estava passando, mas era um fato que havia se metido com meu aspecto, pouco imprudente segundo ele, e em situação normal se me ocorresse alguma coisa genial que dizer para deixa-lo com a palavra na boca e ir soar com ar de diva, mas não estava na situação. Aproveitando tembém a dissipação do medo, percebi que ouvia coisas atrás de mim, a mulher que havia falado comigo a principio paercia estar brigando com a voz que tinha ouvido nas minhas costas, mas não demorei a voltar a prestar atenção ao que se apresentava diante de mim. Uma terceira pessoa havia aparecido do nada, mas desta vez sim que fui capaz de reconhecela: era a mesma que havia me chamado na rua instantes antes de ser sequestrada.

Nível A plus” disse a máquina.

“Passou muito tempo” pigarreou a garganta e tossiu brevemente, observei então como o que apontava com o dedo indicador ao que não tinha intenções de soltarme empalidecia  exageradamente “Desde quando, Peter?” o sujeito se inclinou diante e pegou meu queixo “O inverno passou?” olhou um instante de lado ao  que agora parecia ficar paralizado “É esta? Então deveria ter cuidado…!” suspirou com certa ironia enquanto deixava te me tocar e se voltou a seu confidente.

“Arrancarei sua cabeça porque você um filho da puta” uma garota apareceu de repente e colocou uma pistola na cabeça do que a um instante tinha acariciado meu queixo.

Nível A plus” disse a máquina.

“Mas se trouxer reforços…” murmurrou então enquanto se girava para o  novo personagem.

“Eu sabia” murmurrou ela “Eu não me importo que seja um fracassado”

“Tem que ser frustrante ter que lutar desta forma tão…simples, é sério pensa em disparar em mim com esse utensílio? Não sabia que gostava de brincar com armas”

“Olha que simples” disse desafiante enquanto afastava a pistola da cabeça do que tinha em frente e apontava a sua direita, onde não podia alcançar meu campo visual porque não me deixaram virar, olhando de lado apertou o gatilho sem hesitar, em seguida apontou a cabeça do que me agarrava e lhe deu um tiro na cabeça. A pressão na minha nuca desapareceu e o homem caiu no chão ao meu lado, o que apontava com o dedo baixou o braço e apontou então ao que estava em frente. Caí no chão e tentei me afastar como pude, indo até porta pela que havia saído ao exterior momentos atrás.

Algém então, o mesmo cara que estava agora apontando o dedo a meu sequestrador, apareceu a minahs costas e me apoiou pelos ombros para me levantar.

“Solte-me” gritei enquanto corria, ainda com os braços atados.

“Mas não corra…” murmurrou enquanto começa a me perseguir.

Olhei a de pistola, me devolvia um olhar friamente, já não apontava a ninguiém, o cara que tinha me parado na rua não estava, o outro, que era igual que o que me perseguia, também me observava, olhei o outro lado e coloquei o rosto a que havia escutado nas minhas costas, era uma garota, estava ao lado do cadéver de uma mulher que instantes atrás tinha falado comigo. Cheguei a porta da que havia saído e entrei sem pensar suas vezes. A única luz que provinha da mesma porta aberta, luz que quando girei na primeira esquina desapareceu e fez com que eu sumisse em ums completa escuridão  que me levou a desorientação.

Então senti como uma onda de cansaço correçe meu corpo sem nenhuma explicaçao aparente, me recusei a parar de correr, tinha que fugir dali comofosse, entçao a sensação se tornou muito mais presente até que não pude aguentar mais e caí no chão frio.

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