Ocasos. capítulo 1

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Quando o alarme tocou nessa manhã, tudo indicava que esse ia ser um dia tranquilo, como qualquer outro, e longe de querer experimentar, tinha intenção de levar minha rotina ao pé da letra para não deixar esse sentimento de monotonia me invadir. Fiel as minhas pretenções, me levantei, eu arrumei, tomei o café da manhã e sai pela porta tentando fazer o mínimo barulho possível para não acordar o resto da minha família.
Era um dia como qualquer outro, então eu caminhava pela rua como todas as manhãs, fazia bastante frio, nós estávamos em meados de janeiro e nas últimas semanas fazia frio todas as noites, eu coloquei de volta o cachecol para meu cobrir nariz e apertei um pouco o passo para me esquentar mais rápido.
Virei à direita, como fazia todas as manhãs no caminho para a faculdade, estava no tempo, inconscientemente ia buscando algo novo que pudesse ter mudado de um dia para outro, embora raramente mudava alguma coisa, talvez alguma janela decorada com coisas relacionadas ao Natal. O que havia mudado era a minha trilha sonora, novo álbum do The Kooks, havia saído no dia anterior e havia escutado na integra. Havia saído pela porta no ritmo da primeira música, e tinha começado a entrar no calor da segunda música, o fato de ir cantarolando tinha ajudado a esquecer o forte frio que fazia nessas primeiras horas da manhã.
O final da primeira parte do curso não me deixava agradavel, nem os exames nem o fato de que ao terminar começaria a segunda, que não prometia ser muito mais inovadora do qua que já tinha sofrido. Essa mesma decepção foi que se estendeu por toda a manhã, que esteve cheia de intermináveis e monótonos monólogos por parte dos professores e uma aula incompreensível por minha parte, e assim, um dia mais, eu fui de volta pra casa.
Voltei a escutar o último álbum do The Kooks, eu ainda não sabia nenhuma música, mas havia um par delas que me pareceram bastante curiosas, em especial a terceira, assim que a coloquei diretamente, depois ativei o modo aleatório e me foquei na minha caminhada de volta para casa.
Tinha uma fome terrível, minha mãe tinha me dito que haveria macarrão esse dia para comer e me fazia água na boca só de pensar na grande tigela de macarrão que eu estava prestes a comer enquanto entrava pela porta.
“Eh, garota” por cima dos acordes da sexta música do álbum de The Kooks, pude distinguir uma voz que me fez interromper meus pensamentos culinárias.
“Sim?” eu tirei meu capacete e observei o sujeito diante de mim, sujeito ao que não conhecia, ou pelo menos nesse momento não lembrava.

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